quarta-feira, 30 de maio de 2007
ATO CRIATIVO COLETIVO
PISTAS PARA "CRIATIVIZAR" GRUPOS
Sobre o nível individual falamos um pouco no texto “CRIATIVIDADE UMA ARMA EVOLUTIVA”; todos nos herdamos uma enorme capacidade de criar. Claro que existem pessoas com uma maior predisposição natural e/ou com um maior nível de desenvolvimento de suas habilidade criativas. Mas que todos somos capazes de criar isto é incontestável.
Vamos agora falar um pouco sobre o nível de desenvolvimento coletivo da criatividade.
Em uma primeira analise podemos considerar que qualquer agrupamento de pessoas tem potencialidade para ser um grupo gerador de idéias. Partido de principio, verdadeiro, que cada individuo tem uma capacidade de produzir idéias um grupo destes indivíduos também tem capacidade de produzir idéias.
Facilmente concluímos que se dentro deste grupo houver uma pluralidade/diversidade de pontos de vista e houver a possibilidade de dialogo interno no grupo. Existe uma grande probabilidade deste grupo ter uma capacidade potencial de geração de idéias maior que a soma das capacidades potenciais individuais.
Em tese todos os grupos humanos com diversidade e dialogo são de alguma forma grupos criativos. Da nossa experiência temos que algumas cidades são mais criativas que outras, algumas empresas são mais criativas que outras, alguns movimentos artísticos são mais criativos que outros. Existem grupos criativos com o seu nível de desenvolvimento coletivo da criatividade mais adiantado que outros.
Mas a pergunta que fica pragmaticamente falando é como então podemos "criativiziar" os nossos grupos criativos de forma mais eficiente para realmente aumentar o potencial de geração de idéias do grupo.
Acredito que algumas pistas vêm da definição, de Domenico de Masi no seu livro "Criatividade e Grupos Criativos", que diz: “Grupo criativo é um sistema coletivo em que operam sinergicamente personalidades imaginativas e personalidades concretas, cada uma contribuindo com o melhor de si, num clima entusiástico, graças a um líder carismático e a uma missão compartilhada”.
Logicamente a questão é bastante complexa, mas em uma primeira aproximação temos algumas pistas:
Reunir pessoas:
- Com pluralidade/diversidade de pontos de vista;
- Com diferentes personalidades;
- Com seu nível criativo individual desenvolvido de acordo com sua personalidade.
- Compartilhar uma missão;
- Fomentar uma liderança forte;
- Criar um clima de entusiasmo;
- Permitir um dialogo sinérgico.
domingo, 27 de maio de 2007
TENSÃO INQUEITADORA
quinta-feira, 24 de maio de 2007
O HOMEM CRIANÇA
"Não importa quão velho possa ficar, se manter o desejo de ser criativo, você estará mantendo o homem-criança vivo...” (John Cassavetes - considerado o "pai" do cinema independente dos EUA) terça-feira, 22 de maio de 2007
SER CRIATIVO
segunda-feira, 21 de maio de 2007
CRIATIVIDADE UMA ARMA EVOLUTIVA
Vamos falar aqui um pouco sobre as bases da criatividade no nível individual. De onde será que a criatividade no nível individual surge ? Somos ou não somos todos criativos de alguma maneira ?
Somos todos seres humanos, feitos com base no mesmo material genético, somos da mesma espécie. Contudo, a natureza nos permite uma montagem particular para cada um de nós. Nossos cérebros, por exemplo, são semelhantes entre si e ainda assim absolutamente impares.
Temos um desenvolvimento intelectual e cultural único. Percorremos caminhos singulares na construção de nossa própria história. Estamos constantemente fazendo escolhas ou sendo involuntariamente submetidos a viver situações que interferem nas nossas maneiras de estar e ver o mundo. Com uma vida normal uma pessoa acumula uma enorme quantidade de experiências da fase pré-natal até o último segundo passado.
Somando nossas diferenças biológicas com a enorme diversidade de experiências da vida de cada individuo obtemos um ser humano absolutamente singular. Com uma configuração cerebral completamente particular para os seus bilhões de neurônios.
Talvez esta seja uma das maiores belezas e paradoxos da natureza: Somos realmente semelhantemente únicos.
Cada um de nos tem a capacidade natural de ser único. Cada um de nos produz idéias de uma forma completamente particular. Cada um naturalmente é um gerador único de idéias diversas.
Na natureza a diversidade biológica é a grande ferramenta utilizada para a adaptação, sobrevivência e continuidade das espécies. Olhando de perto para os seres humanos vemos que a diversidade de idéias foi a grande chave para o sucesso da nossa espécie. Seguramente não foi com a nossa grande força física ou com nossa velocidade fora do comum que obtivemos sucesso evolutivo. Nossa principal arma foi a enorme capacidade de ter idéias.
São as nossas idéias que nos tem diferenciado de outras espécies mais fortes ou mais rápidas. Se a espécie humana esta hoje entre os primeiros na cadeia evolutiva isto se deve a esta habilidade de pensar, ter idéias e encontrar soluções que acumulamos ao longo de milhares de anos de história.
Meu amigo, ter idéias não é realmente um dom mágico. Ter idéias antes de tudo é quase uma obrigação da nossa espécie. Esta é nossa principal arma evolutiva, faz parte da nossa maneira de enfrentar a vida. Todos nos herdamos uma enorme capacidade de criar.
Como somos únicos podemos utilizar esta capacidade de ter idéias de uma forma totalmente singular, podemos ter idéias únicas. Todos podemos e devemos ser criativos.
Claro que devemos desenvolver sempre mais esta nossa capacidade nata. Podemos sem dúvida criar condições no nível individual para gerar um maior volume de idéias e idéias originais para nossa história pessoal ou para a coletividade que pertencemos.
domingo, 20 de maio de 2007
DESENVOLVENDO A CRIATIVIDADE ("CRIATIVIZANDO")
A criatividade em última instância é uma prática individual, no limite o processo de geração de idéias ocorre na esfera biocerebral de cada individuo. Para desenvolver indivíduos criativos precisamos desenvolver condições neurológicas e psicológicas favoráveis, de maneira a potencializar o PENSAR CRIATIVO natural de cada ser humano. Precisamos desenvolver a criatividade no que classificamos como nível individual.
A prática criativa individual é exercitada dentro de uma envoltória sociocultural, o individuo gerador das idéias esta imerso em um ambiente social e esta se baseando nos seus referenciais culturais.
Segundo Edgar Morin em seu livro, O Método 4: "cultura e sociedade estão em relação geradora mútua; nessa relação, não podemos esquecer as interações entre indivíduos, eles próprios portadores/transmissores de cultura, que regeneram a sociedade, a qual regenera a cultura."
Analisando este movimento tendo apenas a criatividade em foco verificamos um comportamento fractal. Podemos pensar em indivíduos portadores/tranmissores/criatores de idéias que regeneram a sociedade em que estão imersos e que por sua vez regenera a cultura que serve de referencial para a construção de novas idéias. Este processo cíclico deixa clara a importância dos agentes socioculturais, sem eles o ciclo não se fecha de forma virtuosa. Assim, para desenvolver a criatividade precisamos desenvolver condições socioculturais favoráveis. Precisamos desenvolver a criatividade no que classificamos como nível coletivo.
Aqui, encontramos os grupos criativos do Domenico de Masi que em vários momentos históricos, com diferentes objetivos e em diferentes magnitudes, desenvolveram condições sociais e culturais fertilizadores para as construções de novas idéias. (quero voltar a falar deles em outro texto)
Como Edgar Morin observa quando ele fala sobre “o conhecimento”, as condições socioculturais e biocerebrais estão ligadas por um nó gordio. Para a criatividade isto também é verdade, apenas é possível desenvolver a criatividade através das interações cerebrais/espirituais entre indivíduos criativos.
Os níveis de desenvolvimento coletivo e individual têm uma relação dialética. Pessoas abertas para a criatividade criam uma sociedade mais criativa na qual a geração de novas idéias produz uma cultura mais favorável ao desenvolvimento de pessoas criativas. Estamos diante do problema do ovo ou da galinha, não é simples saber quem vem primeiro. Contudo podemos ter certeza que um não existiria sem o outro. Não podemos desenvolver e exercitar a criatividade em seu potencial pleno no nível individual sem um desenvolvimento sociocultural e não conseguimos desenvolvê-la socioculturalmente sem pessoas verdadeiramente criativas.
Se desejarmos "criativiziar" cidades, empresas, escolas devemos ficar atentos para o desenvolvimento criativo paralelo equilibrado das pessoas e das instituições socioculturais envolvidas.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
CRIATIVIDADE É ATITUDE NÃO É DOM
O PENSAR CRIATIVO pode ser aprendido e aprimorado ao longo do tempo. E as pessoas rotuladas como criativas, são na realidade, as que transformaram o PENSAR CRIATIVO em habito de vida.
Portanto: CRIATIVE-SE, pois Criatividade é HÁBITO